Dinheiro e comportamento: por que decidimos como decidimos.
Etapa 1 · conquista aos 2 dias em Finanças, no Evolus Pro
Pagar dói — e o cartão é anestesia
A expressão não é figura de linguagem. Existe um desconforto mensurável no ato de pagar, e ele muda conforme a forma de pagamento.
A "dor de pagar"
Prelec e Loewenstein descreveram o fenômeno e estudos posteriores mostraram que dinheiro na mão dói mais que cartão: o gasto é visível, imediato e some do bolso. O cartão separa o prazer da compra do momento da conta, e com isso reduz o freio. Anotar o gasto devolve parte dessa dor — que é, no fim, o único freio que se tem.
A forma de pagamento altera a dor associada ao gasto e, com ela, a disposição de gastar.Prelec & Loewenstein, 1998
Para ir além
O Investidor Inteligente — Benjamin Grahamo clássico para começar: o livro que Buffett chama de o melhor sobre investimento
Carteira com divisórias para cédulaspagar em dinheiro devolve a dor de pagar
Caderno de controle de gastosanotar o gasto, o freio que o artigo recomenda
Etapa 2 · conquista aos 5 dias em Finanças, no Evolus Pro
Poupe mais — amanhã
A melhor ideia da economia comportamental sobre poupança não pede que você guarde mais hoje. Pede que você prometa guardar depois.
De 3,5% para 13,6%
Thaler e Benartzi ofereceram a trabalhadores um plano simples: comprometer parte de cada aumento futuro com a poupança. Ninguém perdia salário atual. Setenta e oito por cento aceitaram, e a taxa média de poupança subiu de 3,5% para 13,6% em pouco mais de três anos. Guardar não é matemática: é o desenho da decisão.
A taxa média de poupança dos participantes subiu de 3,5% para 13,6%.Thaler & Benartzi, Journal of Political Economy, 2004
Para ir além
O Jeito Warren Buffett de Investir — Robert Hagstromo passo seguinte ao Investidor Inteligente: como o aluno mais famoso de Graham aplicou o método
Cofre de moedas com contadorguardar com a decisão desenhada, não com força de vontade
Planner financeiro anualcomprometer o aumento futuro, por escrito
Etapa 3 · conquista aos 10 dias em Finanças, no Evolus Pro
A nota perdida e o ingresso perdido
Você vai ao teatro. Na fila, descobre que perdeu uma nota de 50. Compra o ingresso mesmo assim?
Agora troque o que foi perdido
Kahneman e Tversky fizeram as duas perguntas. Quando o que sumiu foi a nota, a maioria comprou o ingresso. Quando o que sumiu foi um ingresso já comprado, do mesmo valor, a maioria desistiu — apesar de a perda ser idêntica. É a contabilidade mental: separamos o dinheiro em caixinhas invisíveis e decidimos dentro delas.
As pessoas organizam o dinheiro em contas mentais separadas, e decidem dentro de cada uma.Kahneman & Tversky, Science, 1981
Para ir além
Pai Rico, Pai Pobre — Robert Kiyosakio livro que mais popularizou pôr o dinheiro para trabalhar
Envelopes para orçamentoas caixinhas mentais, só que de propósito
Calculadora de mesafazer a conta em vez de decidir pela caixinha
Etapa 4 · conquista aos 25 dias em Finanças, no Evolus Pro
Perder pesa mais ou menos o dobro de ganhar
Cara ou coroa: você perde 100 se der cara. Quanto teria de ganhar na coroa para topar? A maioria pede bem mais que 100.
Aversão à perda
A resposta típica fica entre 200 e 250 — a perda dói cerca de duas vezes o que o ganho equivalente agrada. Isso explica muita decisão ruim: segurar um investimento afundando para não "realizar" o prejuízo, ou não mexer em nada por medo de errar. Saber o número não desliga o efeito, mas ajuda a reconhecê-lo agindo.
As perdas pesam mais que os ganhos correspondentes.Kahneman & Tversky, Teoria do Prospecto, 1979
Para ir além
A Psicologia Financeira — Morgan Houselsobre o comportamento que pesa mais que a matemática — a aversão à perda
Agenda para diário de investimentosregistrar a decisão antes do medo decidir
Misbehaving — Richard Thalera economia comportamental contada por quem a construiu
Etapa 5 · conquista aos 45 dias em Finanças, no Evolus Pro
A aposta de um milhão que Buffett ganhou sem fazer nada
Em 2007, Warren Buffett desafiou o setor de fundos: um milhão de dólares em como um fundo de índice barato bateria os melhores gestores em dez anos.
O placar de 2017
Um gestor aceitou e escolheu cinco carteiras de fundos. Ao fim da década, o índice acumulava cerca de 126% de ganho; as cinco carteiras ficaram entre 3% e 88%. A diferença não veio de escolher melhor: veio de custo e de não mexer. Investir bem tem mais a ver com constância do que com talento para adivinhar.
Os custos importam, e a paciência é a vantagem que sobra.Sobre a aposta de Buffett, 2008–2017
Para ir além
Previsivelmente Irracional — Dan Arielysobre os vieses que fazem trocar de investimento na hora errada — o oposto da paciência da aposta
Rápido e Devagar — Daniel Kahnemanpor que tentar adivinhar o mercado costuma perder para não mexer
Calculadora financeiracomparar custo e retorno ao longo de anos
Etapa 6 · conquista aos 75 dias em Finanças, no Evolus Pro
A regra de 72, e a frase que Einstein nunca disse
Divida 72 pela taxa anual e você tem, de cabeça, quantos anos leva para o dinheiro dobrar. A 6% ao ano, doze anos.
A citação órfã
A conta é velha: aparece num tratado de Luca Pacioli, o frade que também escreveu o primeiro livro sobre partidas dobradas, em 1494. Já a famosa frase de que os juros compostos seriam a oitava maravilha do mundo é atribuída a Einstein sem nenhuma fonte. O efeito é real; a autoridade emprestada, não.
A regra prática para dobrar um capital já aparecia na aritmética do século XV.Luca Pacioli, Summa de Arithmetica, 1494
Para ir além
O Homem Mais Rico da Babilônia — George S. Clasona regra de juntar e deixar crescer — os juros compostos do artigo
Nudge — Richard Thaler e Cass Sunsteinguardar no automático, que é o que deixa os juros compostos trabalharem
Cofre com senhao dinheiro que não se toca enquanto dobra