Descanso, natureza e tempo livre que devolve energia.
Etapa 1 · conquista aos 2 dias em Lazer, no Evolus Pro
A palavra "escola" vem de "ócio"
Em grego, skholé queria dizer tempo livre. Dela vieram schola em latim, school em inglês e escola em português.
Ócio não era o oposto de trabalho
Para os gregos, o tempo livre era a condição para pensar, discutir e aprender — e o lugar onde se fazia isso acabou herdando o nome. Curiosamente, o latim inverteu a lógica: negócio é nec otium, a negação do ócio. Ou seja, o trabalho é que foi definido como ausência de descanso, e não o contrário.
Skholé: tempo livre, e por extensão o lugar onde ele era usado para aprender.Etimologia grega de "escola"
Para ir além
Elogio ao Ócio — Bertrand Russello ócio como condição para pensar — a skholé do artigo
O Direito à Preguiça — Paul Lafargueum clássico sobre o valor do tempo livre
Rede de descanso com suporteo tempo livre, em casa
Etapa 2 · conquista aos 5 dias em Lazer, no Evolus Pro
O fim de semana tem data de nascimento
Dois dias de folga parecem naturais como a semana ter sete dias. São bem mais recentes que isso.
Detroit, 1926
A Ford adotou a semana de cinco dias e quarenta horas para as fábricas em 1926, entre as primeiras a fazê-lo nos Estados Unidos. O motivo declarado misturava descanso e comércio: trabalhador descansado produz melhor, e trabalhador com tempo livre compra — inclusive carros. Sua folga é uma conquista com menos de um século.
Todo homem precisa de mais de um dia por semana para descanso e recreação.Edsel Ford, 1926
Para ir além
Devagar — Carl Honorésobre o tempo livre que se conquistou e que a pressa devolve
Quebra-cabeça de 1000 peçasum programa de fim de semana sem tela
Kit de jardinagemo descanso que também é fazer algo
Etapa 3 · conquista aos 10 dias em Lazer, no Evolus Pro
Por que olhar para o verde descansa
Existe uma diferença entre distrair e restaurar, e ela está em qual tipo de atenção cada coisa consome.
Fascinação suave
Rachel e Stephen Kaplan propuseram que a atenção dirigida — a que você usa para se concentrar e ignorar o resto — se esgota e precisa se recuperar. Ambientes naturais prendem o olhar sem exigir esforço: nuvens, folhas ao vento, água correndo. Já a tela faz o oposto, porque cada notificação cobra uma decisão. Uma não substitui a outra.
Ambientes naturais oferecem fascinação suave, que permite à atenção dirigida se restaurar.Kaplan & Kaplan, Teoria da Restauração da Atenção
Para ir além
Vaso autoirrigávelverde em casa, para a atenção descansar
Etapa 4 · conquista aos 25 dias em Lazer, no Evolus Pro
A melhor parte da viagem acontece antes dela
Um estudo holandês acompanhou mais de 1.500 adultos, entre os que viajariam e os que ficariam em casa.
O pico está na expectativa
Quem tinha viagem marcada relatava mais felicidade que os outros — antes de sair. Depois de voltar, a diferença praticamente sumia. A conclusão prática é generosa: planejar rende quase tanto quanto ir. Muitos programas pequenos e antecipados batem uma grande viagem por ano, porque multiplicam a parte que mais entrega.
Quem ia viajar era mais feliz antes da viagem; depois, a diferença desaparecia.Nawijn et al., Applied Research in Quality of Life, 2010
Para ir além
Guia de viagemplanejar rende quase tanto quanto ir
Mochila de viagema expectativa começa ao arrumar a mala
Mapa de raspadinha do mundoo próximo passeio à vista, na parede
Etapa 5 · conquista aos 45 dias em Lazer, no Evolus Pro
O paradoxo: a gente se diverte mais trabalhando
Aparelhos tocavam em horas aleatórias e as pessoas anotavam o que faziam e como se sentiam. O resultado ninguém queria.
Mais fluxo no expediente
Csikszentmihalyi encontrou muito mais episódios de envolvimento profundo durante o trabalho do que no tempo livre — e, ainda assim, as mesmas pessoas diziam preferir estar de folga. A explicação: o lazer passivo não tem desafio nem retorno. Lazer que exige algo de você, mesmo pouco, entrega mais do que a rolagem infinita.
As pessoas relatam mais experiências de fluxo no trabalho que no lazer, e ainda assim preferem o lazer.Mihaly Csikszentmihalyi, o paradoxo do trabalho
Para ir além
Kit de xadrezlazer que exige algo de você, como o artigo pede
Kit de tricôum lazer com desafio e retorno
Kit de montarfluxo no tempo livre, em vez da rolagem infinita
Etapa 6 · conquista aos 75 dias em Lazer, no Evolus Pro
O "banho de floresta" nasceu de uma política pública
A prática soa antiga e milenar. Na verdade, o nome foi criado por um funcionário público, e faz pouco mais de quarenta anos.
Japão, 1982
Tomohide Akiyama, então diretor da Agência Florestal do Japão, cunhou shinrin-yoku para incentivar a população urbana a passar tempo em florestas — e, de quebra, dar valor social às matas do país. O termo veio antes da pesquisa; os estudos sobre pressão arterial e estresse vieram depois, e confirmaram boa parte da intuição.
Shinrin-yoku: banhar-se na atmosfera da floresta.Tomohide Akiyama, Agência Florestal do Japão, 1982
Para ir além
Shinrin-yoku — Qing Lio banho de floresta do artigo, contado por quem o pesquisa
Garrafa térmica de trilhatempo em mata, que o artigo recomenda