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Treino, corrida e movimento: o que acontece com o corpo quando você não para.

Etapa 1 · conquista aos 3 dias em Fitness, no Evolus Pro

A dor de depois de amanhã não é ácido lático

Se doer amanhã, e doer mais depois de amanhã, está tudo certo. E não é o ácido lático — essa explicação já foi aposentada.

O que realmente acontece

O lactato produzido no esforço volta ao normal em cerca de uma hora. A dor que aparece depois tem outro nome, dor muscular tardia, e vem de microlesões e da inflamação que as repara. Ela chega entre 24 e 72 horas e some sozinha. Foi descrita pela primeira vez em 1902, e continua sendo o sinal de que o corpo está construindo, não quebrando.

A dor muscular que acompanha o exercício não é um efeito da fadiga, e sim da ruptura de fibras.Theodore Hough, 1902

Para ir além

  • Nascido para Correr — Christopher McDougallpara quem está começando a treinar e sentindo o corpo reagir
  • Rolo de liberação miofascialalivia a dor muscular tardia que o artigo explica
  • Bolsa térmica de gelconforto nos dias de dor muscular, que chegam entre 24 e 72 horas

Etapa 2 · conquista aos 7 dias em Fitness, no Evolus Pro

As primeiras semanas de força são do cérebro, não do músculo

Você já está mais forte que na semana passada — e o músculo ainda nem começou a crescer.

Primeiro o comando, depois o tecido

Moritani e deVries mediram isso em 1979: nas primeiras semanas, o ganho vem do sistema nervoso aprendendo a recrutar as fibras que já existem, todas juntas e na hora certa. A hipertrofia só aparece depois. É por isso que o começo rende tanto — e por que parar agora custa o aprendizado, não só o treino.

O ganho de força nas semanas iniciais é atribuível principalmente a fatores neurais.Moritani & deVries, 1979

Para ir além

  • Faixas elásticas de resistênciaforça nas primeiras semanas, quando o ganho é do sistema nervoso
  • Halteres ajustáveisprogressão de carga depois da fase neural
  • Tapete de exercícioo lugar fixo do treino, que ajuda a não parar agora

Etapa 3 · conquista aos 21 dias em Fitness, no Evolus Pro

Existe um andamento que o corpo prefere: 120 a 140 bpm

A faixa de batidas por minuto que a maioria escolhe para treinar não é coincidência, nem gosto pessoal.

A zona de conforto do ritmo

Costas Karageorghis passou anos medindo preferência musical durante exercício e encontrou um ponto ideal entre 120 e 140 bpm para intensidade moderada. Acima disso, andamento mais rápido não melhora a percepção de esforço. É, por acaso, a faixa de quase toda música dançante — e uma boa razão para montar a lista antes de sair.

O ponto ideal de andamento está em torno de 120 a 140 bpm.Karageorghis & Jones, 2014

Para ir além

  • Fone de ouvido esportivo sem fiopara a lista entre 120 e 140 bpm que o artigo recomenda
  • Braçadeira para celulara música no ritmo certo, sem segurar o aparelho
  • Corda de pulartreino que casa bem com um andamento constante

Etapa 4 · conquista aos 66 dias em Fitness, no Evolus Pro

Os 195 metros a mais da maratona

A maratona tem 42,195 km. Aqueles 195 metros finais existem por causa de uma janela de castelo.

Londres, 1908

A prova ia ter 42 km redondos. A largada foi puxada para o gramado do Castelo de Windsor, para que as crianças da família real assistissem da janela, e a chegada foi ajustada para ficar diante do camarote real. Sobraram 195 metros que nunca mais saíram. Desde 1921 é a distância oficial — um acidente que virou padrão mundial.

A distância de 42,195 km foi fixada em 1921, a partir do percurso de Londres de 1908.Federação Internacional de Atletismo

Para ir além

  • Do que Eu Falo Quando Eu Falo de Corrida — Haruki Murakamisobre correr distâncias longas — e a maratona do artigo
  • Relógio com GPS para corridapara medir a distância e o ritmo dos treinos longos
  • Cinto de hidratação para corridanecessário quando a distância começa a crescer

Etapa 5 · conquista aos 130 dias em Fitness, no Evolus Pro

Doze dias parado, e o que eles custam

A boa notícia sobre parar é que a perda não é linear. A má é que ela começa rápido.

O que Coyle mediu

Em 1984, Edward Coyle acompanhou atletas de resistência que interromperam o treino: o consumo máximo de oxigênio caiu cerca de 7% em doze dias, puxado por menos volume de sangue bombeado a cada batimento. Depois disso a queda desacelera. Traduzindo: uma semana de folga não desfaz 130 dias — mas duas já aparecem no relógio.

O VO2 máximo caiu 7% após doze dias de interrupção do treinamento.Coyle et al., 1984

Para ir além

  • Monitor de frequência cardíacao artigo mede a perda de condicionamento pelo coração
  • Kettlebelltreino curto em casa, para não chegar aos doze dias parado
  • Bicicleta ergométricatreino aeróbico seguro em casa, para o condicionamento que o artigo mostra caindo em doze dias parado

Etapa 6 · conquista aos 200 dias em Fitness, no Evolus Pro

Os cobradores de ônibus de Londres

A primeira prova de que se mexer protege o coração veio de um ônibus vermelho de dois andares.

Sentado embaixo, subindo escada em cima

Em 1953, Jerry Morris comparou 31 mil trabalhadores do transporte londrino. Motoristas passavam o turno sentados; cobradores subiam e desciam a escada do segundo andar centenas de vezes por dia. A morte súbita por doença coronariana entre os cobradores foi cerca de metade. Era o mesmo ônibus, a mesma rua, o mesmo horário — mudava o movimento.

Os homens em trabalho fisicamente ativo tiveram menos doença coronariana que os sedentários.Morris et al., The Lancet, 1953

Para ir além

  • Mesa de apoio para trabalhar em pémais movimento no dia, como os cobradores do ônibus
  • Mini steppersubir degraus sem sair de casa — a escada do artigo
  • Pedômetropara ver quanto você se mexe fora do treino
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